quarta-feira, agosto 20, 2008

BIENAL

Trata-se de uma música de Zeca Baleiro e Zé Ramalho, cuja letra aborda o desdobramento das artes plásticas partir do Século XX. As minhas ensamblagens têm tudo a ver com a letra desta música devido aos materiais utilizados e contemporaneidade dos meus trabalhos.


BIENAL - Zeca Baleiro / Zé Ramalho
Desmaterializando a obra de arte do fim do milênioFaço um quadro com moléculas de hidrogênioFios de pentelho de um velho armênioCuspe de mosca, pão dormido, asa de barata tortaMeu conceito parece, à primeira vista,Um barrococó figurativo neo-expressionistaCom pitadas de arte nouveau pós-surrealistacalcado da revalorização da natureza mortaMinha mãe certa vez disse-me um dia,Vendo minha obra exposta na galeria,"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jiaE muito mais feio que um hipopótamo insone"Pra entender um trabalho tão modernoÉ preciso ler o segundo caderno,Calcular o produto bruto interno,Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,Rodopiando na fúria do ciclone,Reinvento o céu e o infernoMinha mãe não entendeu o subtextoDa arte desmaterializada no presente contextoReciclando o lixo lá do cestoChego a um resultado estético bacanaCom a graça de Deus e BasquiatNova York, me espere que eu vou jáPicharei com dendê de vatapáUma psicodélica baianaMisturarei anáguas de viúvaCom tampinhas de pepsi e fanta uvaUm penico com água da última chuva,Ampolas de injeção de penicilinaDesmaterializando a matériaCom a arte pulsando na artériaBoto fogo no gelo da SibériaFaço até cair neve em Teresina Com o clarão do raio da silibrina Desintegro o poder da bactériaoCom o clarão do raio da silibrina Desintegro o poder da bactéria
NA SEQUÊNCIA DO MEU APRIMORAMENTO EM ARTES PLÁSTICAS CONTINUAREI FREQUENTANDO A EBA NESTE SEGUNDO SEMESTRE CURSANDO HISTÓRIA DA ARTE II E TEORIA DA PERCEPÇÃO VISUAL.