O GRITO
Luciano Freitas, 30/03/2009
Silêncio/Desprezo
Qual contem o que?
Ou vice versa.
Silêncio ausência do som, do barulho, da algazarra.....
Algazarra ou alga rara ou garra rara.....
Desprezo o silêncio da palavra.
Ausência da presença, da emoção, do sentimento....
Sentimentos ou momentos. Cada um tem os seus.
Silêncio/desprezo.
Desaguam no nada.
Nada no sentir, nada no ouvir, nada no falar .....
Daí, nadar para que? ...... Morrer no vazio.
Para que uns chorem.
Outros orem.
Muitos digam "já vai tarde".
Como de praxe. Amém. - se.
segunda-feira, março 30, 2009
O GRITO DE MUNCH

Esta tela do norueguês Edvard Munch, datada de 1893, representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial, sendo considerada uma das obras mais importantes do movimento expressionista. Um ícone da pintura.
Impossível não reagir a figura em seu momento de dor. A imagem em primeiro plano sem traços definidos de raça ou sexo, contorcida, tem também o fundo distorcido. Cores quentes em contraste com cores complementares, ampliam a dramaticidade da tela. Seus amigos, indiferentes ao que ele estava passando. Quantas vezes estamos ao lado de alguém sem sequer nos darmos conta do desespero e angustia daquela pessoa!
terça-feira, março 10, 2009
CIRCUITO DAS ARTES 2009

A exemplo do que acontece em várias capitais do mundo, a terceira edição do Circuito das Artes 2009 vai reunir, durante duas semanas, seis museus e galerias de arte com o objetivo de promover as artes visuais e divulgar a produção de artistas plásticos baianos, renomados e iniciantes.
De 7 a 21 de março, 80 artistas vão expor suas obras de arte em pequenos formatos (30X30 ou menor) - pinturas, esculturas, desenho, gravuras, cerâmica, fotografia - em seis instituições: Galeria ACBEU, Galeria Aliança Francesa, Palacete das Artes, Galeria do Instituto Cervantes, Sala de Arte do Museu Geológico e Museu Carlos Costa Pinho.
De 7 a 21 de março, 80 artistas vão expor suas obras de arte em pequenos formatos (30X30 ou menor) - pinturas, esculturas, desenho, gravuras, cerâmica, fotografia - em seis instituições: Galeria ACBEU, Galeria Aliança Francesa, Palacete das Artes, Galeria do Instituto Cervantes, Sala de Arte do Museu Geológico e Museu Carlos Costa Pinho.
O Circuito,representa um painel do que acontece nas artes plásticas da Bahia e pretende desmitificar a idéia de que arte é cara e inacessível, sendo uma realização é da Galeria ACBEU.
Alguns artistas participantes:
Adenor Gondim
Ayrson Heráclito
Bel Borba
Bel Gouveia
César Romero
César Romero
Chico Liberato
Danillo Barata
Eckenberger
Gaio Matos
Danillo Barata
Eckenberger
Gaio Matos
Ieda Oliveira
Inha Bastos
Juarez Paraíso
Justino Marinho
Juarez Paraíso
Justino Marinho
Leonel Mattos
Luciano Freitas
Márcia Magno
Marcius Kaoru
Mônica Simões
Sérgio Rabinovitch
Sérgio Rabinovitch
Tuti Minervino
Vauluizo Bezerra
Vinícius S.A.
Vinícius S.A.
quarta-feira, março 04, 2009
GALERIA 195
"É bem Duchamp" foi o comentário feito peloprietário da Galeria195, em Itacaré ao ver minha ensamblagem " Ballet laika". Isto já seria o bastante.
Como comentei anteriormente em meu blog, Duchamp divide com Picasso o título demaior artista do século XX.
Além desta, as minhas outras 02 obras ( Urubu , meu reeeei e Naturezamorta - galinha d angola&pimenta) foram imediatamente expostas.
Interessante é que tanto " Ballet Laika", como" Urubu, meu reeeei" contem elementos e fotos de Itacaré, quando da minha primeira visita a cidade, em 2007.
Vale comentar que há dois anos "namoro" esta galeria, frequentada por colecionadores de arte contemporânea, nacionais e internacionais quevisitam Itacaré.Ter trabalhos meus no acervo da 195 com o comentário feito por Betiho significa mais uma importante vitória para mim, artista / emsamblagista auto didata.
Como comentei anteriormente em meu blog, Duchamp divide com Picasso o título demaior artista do século XX.
Além desta, as minhas outras 02 obras ( Urubu , meu reeeei e Naturezamorta - galinha d angola&pimenta) foram imediatamente expostas.
Interessante é que tanto " Ballet Laika", como" Urubu, meu reeeei" contem elementos e fotos de Itacaré, quando da minha primeira visita a cidade, em 2007.
Vale comentar que há dois anos "namoro" esta galeria, frequentada por colecionadores de arte contemporânea, nacionais e internacionais quevisitam Itacaré.Ter trabalhos meus no acervo da 195 com o comentário feito por Betiho significa mais uma importante vitória para mim, artista / emsamblagista auto didata.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
CIRCUITO DAS ARTES 2009
De 07 a 21 de março de 2009, a Galeria ACBEU coordena e realiza o CIRCUITO DAS ARTES 2009.
Este ano, 6 espaços de arte estarão envolvidos: Galeria ACBEU, Sala de Arte do Museu Geológico, Museu Carlos Costa Pinto, Aliança Francesa, Instituto Cervantes e Palacete das Artes.
A mostra, reunindo diversos artistas busca, como sempre, divulgar a mais recente produção das artes visuiais da nossa cidade, bem como fomentar o mercado de arte através do pequeno formato.
Todas as obras terão dimensões de 30 x 30 cm e cada artista apresentará um conjunto de 3 obras Para serem comercializadas.
Vale frisar que participei deste CIRCUITO em 2006 na Galeria do ACBEU.
Este ano, 6 espaços de arte estarão envolvidos: Galeria ACBEU, Sala de Arte do Museu Geológico, Museu Carlos Costa Pinto, Aliança Francesa, Instituto Cervantes e Palacete das Artes.
A mostra, reunindo diversos artistas busca, como sempre, divulgar a mais recente produção das artes visuiais da nossa cidade, bem como fomentar o mercado de arte através do pequeno formato.
Todas as obras terão dimensões de 30 x 30 cm e cada artista apresentará um conjunto de 3 obras Para serem comercializadas.
Vale frisar que participei deste CIRCUITO em 2006 na Galeria do ACBEU.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
EBA/UFBA Saldo 2008
Depois de 40 anos retornei a velha e querida UFBA! Em 70 me tornei economista. Em 2008, matrícula especial em Belas Artes para sistematizar meus conhecimentos neste mundo mágico e fantástico da história da arte.
Da antiguidade ao século XXI. Uma grande viagem! Tudo isto em apenas 01 ano foi um esforço grande, mas compensador. História da Arte I e II, Arte Contemporânea e Arte Brasileira. Ufa!!!
Começando de forma autodidata, após este ano na EBA já consigo identificar os movimentos e estilos para enquadrar minhas ensamblagens e algumas atitudes do homem e do artista.
O maneirismo com seus contornos e figuras distorcidas, abriu alas para os “....ismos” que se multiplicaram a partir do século XIX. Os seus seguidores consideravam que arte não se ensinava na academia e que o artista já nascia pronto. Foi assim que comecei, sem nenhum conhecimento formal, acadêmico. Pura inspiração brotada das minhas vivências por aqui e por ali.
Baudelaire, um intelectual e crítico do seu tempo, dizia que “a casa do homem moderno é a rua”, naquela Paris que tanto me fascina. Dandi e flaneur, dois tipos daquela época. O primeiro, elegante e vaidoso. O segundo observador, meio que vagal. Eu me rotulo de asfáltico. Tudo a ver.
No século XX a arte toma rumos diversos, em função das mudanças sócio-políticas, do avanço da tecnologia, da mudança da postura dos artistas. A arte sai da retina e instiga a mente. Diversos suportes e materiais são introduzidos. A pintura sai da superfície plana da tela ganhando volume e formas. Manifestações artísticas diversas mesclando artes plásticas, dança, música, teatro..... O artista não é mais apenas o pintor.
Dadaísmo, os ready mades de Marcel Duchamp. Colagens de Braque e Picasso. Objetos trouveé. Utilizando ícones do imaginário, experiências vividas, raízes afro-baianas, hábitos e costumes contemporâneos, a minha urbanidade e, muitos dos conceitos, estilos e movimentos da arte, dos quais não tinha conhecimento tornei-me um artista ensamblagista. Axé.
Luciano Freitas, jan 2009
Da antiguidade ao século XXI. Uma grande viagem! Tudo isto em apenas 01 ano foi um esforço grande, mas compensador. História da Arte I e II, Arte Contemporânea e Arte Brasileira. Ufa!!!
Começando de forma autodidata, após este ano na EBA já consigo identificar os movimentos e estilos para enquadrar minhas ensamblagens e algumas atitudes do homem e do artista.
O maneirismo com seus contornos e figuras distorcidas, abriu alas para os “....ismos” que se multiplicaram a partir do século XIX. Os seus seguidores consideravam que arte não se ensinava na academia e que o artista já nascia pronto. Foi assim que comecei, sem nenhum conhecimento formal, acadêmico. Pura inspiração brotada das minhas vivências por aqui e por ali.
Baudelaire, um intelectual e crítico do seu tempo, dizia que “a casa do homem moderno é a rua”, naquela Paris que tanto me fascina. Dandi e flaneur, dois tipos daquela época. O primeiro, elegante e vaidoso. O segundo observador, meio que vagal. Eu me rotulo de asfáltico. Tudo a ver.
No século XX a arte toma rumos diversos, em função das mudanças sócio-políticas, do avanço da tecnologia, da mudança da postura dos artistas. A arte sai da retina e instiga a mente. Diversos suportes e materiais são introduzidos. A pintura sai da superfície plana da tela ganhando volume e formas. Manifestações artísticas diversas mesclando artes plásticas, dança, música, teatro..... O artista não é mais apenas o pintor.
Dadaísmo, os ready mades de Marcel Duchamp. Colagens de Braque e Picasso. Objetos trouveé. Utilizando ícones do imaginário, experiências vividas, raízes afro-baianas, hábitos e costumes contemporâneos, a minha urbanidade e, muitos dos conceitos, estilos e movimentos da arte, dos quais não tinha conhecimento tornei-me um artista ensamblagista. Axé.
Luciano Freitas, jan 2009
terça-feira, dezembro 16, 2008
Entre os 10 da Galeria Hall Brasil
Cosme e Damião (2008) é um dos meus trabalhos que está na galeria virtual da HALL BRASIL e foi selecionada entre os 10 mais votados deste mês.
Entre no site www.hallbrasil.com.br veja as demais obras escolhidas e vote mais uma vez na minha ensamblagem.
Aproveite e veja também as recenteas postagens no meu blog.
Feliz natal.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
ÍCONES IMPRESSIONISTAS
Olympia – Edouard Manet, 1863
Inserção do nu na pintura impressionista.

Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte – Seurat, 1896
Tela ícone do pontilhismo originando o neo-impressionismo usando a cor e a ótica, cujos principais pintores foram Signac, Seurat e Pisarro

As castanheiras de Osny – Pissarro, 1873. Uma das principais telas deste pintor precursor do impressionismo.
Inserção do nu na pintura impressionista.

Tarde de Domingo na Ilha de Grande Jatte – Seurat, 1896
Tela ícone do pontilhismo originando o neo-impressionismo usando a cor e a ótica, cujos principais pintores foram Signac, Seurat e Pisarro

As castanheiras de Osny – Pissarro, 1873. Uma das principais telas deste pintor precursor do impressionismo.
Impressão, nascer do sol – Claude Manet, 1872
A partir desta tela é designado o impressionismo.
Leroy, crítico de arte comentou que “um papel de parede era mais elaborado que esta marinha de Monet.”
IMPRESSIONISMO - RECORTE
RECORTE SOBRE O IMPRESSIONISMO
Final de ano. Festejos natalinos e expectativas para o ano seguinte. Período de cores e brilhos. Desejos e esperanças renovadas. Não foi à toa que deixei o impressionismo para o mês de dezembro. A idéia de felicidade e harmonia era passada no impressionismo, assim como nesta época do ano.
Um dos momentos mais belos da história da arte, surgido na França em 1874, explorou a intensidade das cores e a sensibilidade dos artistas.
Os impressionistas buscavam retratar em suas obras, os efeitos da luz do sol sobre a natureza, por isso, quase sempre pintavam ao ar livre. A ênfase, portanto, era dada na capacidade da luz solar em modificar todas as cores de um ambiente, assim, a retratação de uma imagem mais de uma vez, porém em horários e luminosidades diferentes, era algo normal. O impressionismo explora os contrastes e a claridade das cores. O preto jamais é utilizado. Até a sombra era retratada com cores. Ao ar livre o mundo inteiro poderia ser tema de pintura dos impressionistas. Muitos pintores iniciaram a pintura ao ar livre, pintando paisagens, águas, mares, rios, naturezas mortas etc. O nu artístico também começa a ser retratado.
Transferir a experiência visual do pintor para o espectador constituía a verdadeira finalidade dos impressionistas.
Com os impressionistas o tema digno, a composição equilibrada, o desenho correto estavam definitivamente sepultados, superados. Era a vez das manchas, cores e sombras.
Cores em pequenas pinceladas no próprio quadro para combinação das mesmas pelo espectador considerando que os pintores achavam que a cor se misturava no olho e não na paleta.
Para apreciar um quadro impressionista, o espectador devia se afastar alguns metros para verificar que as manchas intrigantes viravam imagens diante dos olhos.
A denominação “impressionismo” foi dada após a declaração pejorativa do crítico de arte francês Louis Leroy ao ver a tela “Impressão, sol nascente” de Claude Monet, um dos principais artistas do movimento. Leroy disse que “um papel de parede era mais elaborado que esta marinha de Monet.”
A rejeição a estes artistas era muito grande. Muitos foram proibidos de participar do Salão de Paris, o que motivou inclusive a Napoleão III, em 1863 promover o Salão dos Recusados.
Destacam-se no século XIX Claude Monet, Édouard Manet , Auguste Renoir, Camille Pissarro, Alfred Sisley, Vincent Van Gogh, Edgard Degas, Seurat, Signac, Paul Cézanne, Berthe Morisot, Jean Bazille, Gustave Coilebotte, Mary Cassat, Rodin, Toulouse Lautrec. No Brasil o grande referencial é Eliseu Visconti.
O impressionismo deu lugar a outros “ismos” como o pós-impressionismo , em 1885, sendo seus expoentes máximos: Van Gogh, Renoir, Gaugain.
O neo-impressionismo/pontilhismo, em 1886 usando a cor e a ótica teve com principais pintores Signac, Seurat e Pisarro.
Já no século XX as pinturas de Gaugain deram origem ao primitivismo, Cézanne iniciou o cubismo, enquanto que a obra de Van Gogh gerou o expressionismo.
O impressionismo deixou um grande legado de pintores e obras para todos os amantes e historiadores da arte, assim como para toda a humanidade.
“O impacto causado pelo impressionismo não pode ser subestimado. Suas ações e experimentos simbolizaram a rejeição às tradições artísticas e aos julgamentos de valor da crítica. Ao pintar a visão – não aquilo que se enxerga, mas o que significa ver – eles foram os arautos do modernismo, iniciando um processo que revolucionaria o conceito e a percepção do objeto artístico. Os futuros movimentos de vanguarda seguiriam seu exemplo e defenderiam a liberdade artística e a inovação”. (Amy Dempsey)
Sem dúvida tivemos no impressionismo um dos períodos mais produtivos, enriquecedores e belos da história da arte. Em um passado mais recente podemos incluir junto ao nome dos pintores/artistas impressionistas outros que também marcaram o cenário mundial da arte: Picasso, Marcel Duchamp, Dali, Miró, Gaudi, John Cage, Andy Warhol entre outros.
REFERÊNCIAS
Estilos, Escolas & Movimentos / Guia Enciclopédico da Arte Moderna - Amy Dempsey - Cosac Naify, SP, 2003
Modernismo - Charles Harrison - Cosac Naify , SP, 2001
Janson H. W. História da Arte: Panorama das Artes Plásticas e da Arquitetura da Pré-história a atualização, Lisboa, 1973
F. H. Gombrich A História da Arte, LTC Editora, 16ª edição, RJ, 1995
Gênios da Pintura, Pisarro e Sisley, Abril Cultural, SP, 1968
Eletrônicas
Wikipedia
Final de ano. Festejos natalinos e expectativas para o ano seguinte. Período de cores e brilhos. Desejos e esperanças renovadas. Não foi à toa que deixei o impressionismo para o mês de dezembro. A idéia de felicidade e harmonia era passada no impressionismo, assim como nesta época do ano.
Um dos momentos mais belos da história da arte, surgido na França em 1874, explorou a intensidade das cores e a sensibilidade dos artistas.
Os impressionistas buscavam retratar em suas obras, os efeitos da luz do sol sobre a natureza, por isso, quase sempre pintavam ao ar livre. A ênfase, portanto, era dada na capacidade da luz solar em modificar todas as cores de um ambiente, assim, a retratação de uma imagem mais de uma vez, porém em horários e luminosidades diferentes, era algo normal. O impressionismo explora os contrastes e a claridade das cores. O preto jamais é utilizado. Até a sombra era retratada com cores. Ao ar livre o mundo inteiro poderia ser tema de pintura dos impressionistas. Muitos pintores iniciaram a pintura ao ar livre, pintando paisagens, águas, mares, rios, naturezas mortas etc. O nu artístico também começa a ser retratado.
Transferir a experiência visual do pintor para o espectador constituía a verdadeira finalidade dos impressionistas.
Com os impressionistas o tema digno, a composição equilibrada, o desenho correto estavam definitivamente sepultados, superados. Era a vez das manchas, cores e sombras.
Cores em pequenas pinceladas no próprio quadro para combinação das mesmas pelo espectador considerando que os pintores achavam que a cor se misturava no olho e não na paleta.
Para apreciar um quadro impressionista, o espectador devia se afastar alguns metros para verificar que as manchas intrigantes viravam imagens diante dos olhos.
A denominação “impressionismo” foi dada após a declaração pejorativa do crítico de arte francês Louis Leroy ao ver a tela “Impressão, sol nascente” de Claude Monet, um dos principais artistas do movimento. Leroy disse que “um papel de parede era mais elaborado que esta marinha de Monet.”
A rejeição a estes artistas era muito grande. Muitos foram proibidos de participar do Salão de Paris, o que motivou inclusive a Napoleão III, em 1863 promover o Salão dos Recusados.
Destacam-se no século XIX Claude Monet, Édouard Manet , Auguste Renoir, Camille Pissarro, Alfred Sisley, Vincent Van Gogh, Edgard Degas, Seurat, Signac, Paul Cézanne, Berthe Morisot, Jean Bazille, Gustave Coilebotte, Mary Cassat, Rodin, Toulouse Lautrec. No Brasil o grande referencial é Eliseu Visconti.
O impressionismo deu lugar a outros “ismos” como o pós-impressionismo , em 1885, sendo seus expoentes máximos: Van Gogh, Renoir, Gaugain.
O neo-impressionismo/pontilhismo, em 1886 usando a cor e a ótica teve com principais pintores Signac, Seurat e Pisarro.
Já no século XX as pinturas de Gaugain deram origem ao primitivismo, Cézanne iniciou o cubismo, enquanto que a obra de Van Gogh gerou o expressionismo.
O impressionismo deixou um grande legado de pintores e obras para todos os amantes e historiadores da arte, assim como para toda a humanidade.
“O impacto causado pelo impressionismo não pode ser subestimado. Suas ações e experimentos simbolizaram a rejeição às tradições artísticas e aos julgamentos de valor da crítica. Ao pintar a visão – não aquilo que se enxerga, mas o que significa ver – eles foram os arautos do modernismo, iniciando um processo que revolucionaria o conceito e a percepção do objeto artístico. Os futuros movimentos de vanguarda seguiriam seu exemplo e defenderiam a liberdade artística e a inovação”. (Amy Dempsey)
Sem dúvida tivemos no impressionismo um dos períodos mais produtivos, enriquecedores e belos da história da arte. Em um passado mais recente podemos incluir junto ao nome dos pintores/artistas impressionistas outros que também marcaram o cenário mundial da arte: Picasso, Marcel Duchamp, Dali, Miró, Gaudi, John Cage, Andy Warhol entre outros.
REFERÊNCIAS
Estilos, Escolas & Movimentos / Guia Enciclopédico da Arte Moderna - Amy Dempsey - Cosac Naify, SP, 2003
Modernismo - Charles Harrison - Cosac Naify , SP, 2001
Janson H. W. História da Arte: Panorama das Artes Plásticas e da Arquitetura da Pré-história a atualização, Lisboa, 1973
F. H. Gombrich A História da Arte, LTC Editora, 16ª edição, RJ, 1995
Gênios da Pintura, Pisarro e Sisley, Abril Cultural, SP, 1968
Eletrônicas
Wikipedia
sexta-feira, novembro 28, 2008
quarta-feira, novembro 26, 2008
PROJETO HALL BRASIL
O Projeto Hall Brasil - www.hallbrasil.com.br - cria a oportunidade de divulgação aos artistas plásticos de todo país, permitindo conexão direta com os visitantes.
• O site do projeto é visitado por mais de 70 paises com 35mil acessos mensais.
• A proposta atual é apresentar por blocos regionais, tudo o que acontece no meio artístico (museus, associações, núcleos, galerias) e diisponibilizar como material para pesquisa, além de criar uma rede de relacionamento entre a classe, possibilitando a ampliação de oportunidades e intercâmbio de experiências.
• A Hall Brasil não visa lucro na comercialização das obras, que ocorre, entre o visitante e o artista.
Estou com três ensamblagens expostas na galeria virtual do Projeto. Acessem o site e conheçam esta iniciativa liderada por Rose Reiter.
• O site do projeto é visitado por mais de 70 paises com 35mil acessos mensais.
• A proposta atual é apresentar por blocos regionais, tudo o que acontece no meio artístico (museus, associações, núcleos, galerias) e diisponibilizar como material para pesquisa, além de criar uma rede de relacionamento entre a classe, possibilitando a ampliação de oportunidades e intercâmbio de experiências.
• A Hall Brasil não visa lucro na comercialização das obras, que ocorre, entre o visitante e o artista.
Estou com três ensamblagens expostas na galeria virtual do Projeto. Acessem o site e conheçam esta iniciativa liderada por Rose Reiter.
domingo, novembro 23, 2008
GALERIA HALL BRASIL
Estou com três ensamblagens expostas na Galeria do Projeto Hall Brasil que divulga trabalhos de artistas brasileiros possibilitando divulgação, intercêmbio de informações, vendas dentre outras vantagens.
Visite o site www.hallbrasil.com.br, confira meus trabalhos e dos demais artistas expositores, podendo também votar no trabalho que gostar mais.
Indique para seus amigos.
Visite o site www.hallbrasil.com.br, confira meus trabalhos e dos demais artistas expositores, podendo também votar no trabalho que gostar mais.
Indique para seus amigos.
terça-feira, novembro 18, 2008
MARIA SAMPAIO, UM TALENTO DA TERCEIRA IDADE
O TEXTO A SEGUIR É UMA HOMENAGEM A MINHA AMIGA, IRMÃ, ALMA GÊMEA, MARIA SAMPAIO QUE HOJE RECEBE EM RECIFE, DO BANCO REAL, O PPRÊMIO "TALENTOS DA MATURIDADE",NA CATEGORIA "CONTADOR DE ESTÓRIAS".
CASOS DE VELHINHOS AVANT GARDE: ELE DE PROGRAMA, ELA DESPEITADA
Luciano Freitas, Out 2008
LÁ NOS ANOS IDOS E VIVIDOS NA BAHIA ELES SE CONHECERAM , VIVENCIANDO EPISÓDIOS, MOVIMENTOS, PESSOAS, EMOÇÕES, TENDÊNCIAS, AMORES, AMIZADES, VIAGENS..... VIDAS CHEGANDO, OUTRAS PARTINDO.
SÓ NÃO SE TREPARAM COM OS SEUS PRÓPRIOS SEXOS. ELA ARRIARIA A CALÇOLA, ELE ABRIRIA O FECHO DA CALÇA. SERIA FUCK, FUCK. OH YEAH!!!!!
PROFISSIONALIZARAM-SE, INSERINDO TAMBÉM CULTURA E ARTICES NAS SUAS VIDAS.
ELA FOTOGRAFOU, BATEU BOCA, RODOU A BAIANA COM GILETE NA BARRA. VESTIU UMA SAIA CALHAMBEQUE E SAIU POR AÍ.
ELE RODOU O MUNDO, E COMO DIRIA CAETANO, VIROU UM ANIMAL ARISCO....
A MATURIDADE CHEGOU COM MAIS CULTURA E ARTES PARA AMBOS. CHEGANDO TAMBEM A PVC E/OU O PERÍODO DO CONDOR. MAS, COM TALENTO & MATURIDADE SEGUIRAM. ELA ESCRIVINHANDO CONTOS, ROMANCES, ESTÓRIAS..... ELE, JUSTAPONDO MATERIAIS COM UM VIÉS SUBJETIVO.ENSAMBLANDO.
ELE PERSPICAZ PERCEBEU QUE A DESPEITADA ANDAVA TRISTE, TRISTE...... COMO ELA MESMO DIRIA: “ABAIXO DO CÚ DA PERUA”. COM FÉ E TRADIÇÃO,ELE VINDO DAS ÁRABIAS PARA A BAHIA INSISTIU QUE ELA VIESSE TAMBÉM.
MAIS UMA ESTÓRIA, MAIS UM PRÊMIO, MAIS UMA CONSAGRAÇÃO PARA A DESPEITADA.
ELE SE PERDEU NOS CAMINHOS DAS ARÁBIAS PARA A BAHIA. ENTRETANTO, FICOU FELIZ POR TER INSISTIDO E PROPORCIONADO A DESPEITADA MAIS UMA VEZ MOSTRAR O SEU TALENTO NA MATURIDADE. CHEER.
CASOS DE VELHINHOS AVANT GARDE: ELE DE PROGRAMA, ELA DESPEITADA
Luciano Freitas, Out 2008
LÁ NOS ANOS IDOS E VIVIDOS NA BAHIA ELES SE CONHECERAM , VIVENCIANDO EPISÓDIOS, MOVIMENTOS, PESSOAS, EMOÇÕES, TENDÊNCIAS, AMORES, AMIZADES, VIAGENS..... VIDAS CHEGANDO, OUTRAS PARTINDO.
SÓ NÃO SE TREPARAM COM OS SEUS PRÓPRIOS SEXOS. ELA ARRIARIA A CALÇOLA, ELE ABRIRIA O FECHO DA CALÇA. SERIA FUCK, FUCK. OH YEAH!!!!!
PROFISSIONALIZARAM-SE, INSERINDO TAMBÉM CULTURA E ARTICES NAS SUAS VIDAS.
ELA FOTOGRAFOU, BATEU BOCA, RODOU A BAIANA COM GILETE NA BARRA. VESTIU UMA SAIA CALHAMBEQUE E SAIU POR AÍ.
ELE RODOU O MUNDO, E COMO DIRIA CAETANO, VIROU UM ANIMAL ARISCO....
A MATURIDADE CHEGOU COM MAIS CULTURA E ARTES PARA AMBOS. CHEGANDO TAMBEM A PVC E/OU O PERÍODO DO CONDOR. MAS, COM TALENTO & MATURIDADE SEGUIRAM. ELA ESCRIVINHANDO CONTOS, ROMANCES, ESTÓRIAS..... ELE, JUSTAPONDO MATERIAIS COM UM VIÉS SUBJETIVO.ENSAMBLANDO.
ELE PERSPICAZ PERCEBEU QUE A DESPEITADA ANDAVA TRISTE, TRISTE...... COMO ELA MESMO DIRIA: “ABAIXO DO CÚ DA PERUA”. COM FÉ E TRADIÇÃO,ELE VINDO DAS ÁRABIAS PARA A BAHIA INSISTIU QUE ELA VIESSE TAMBÉM.
MAIS UMA ESTÓRIA, MAIS UM PRÊMIO, MAIS UMA CONSAGRAÇÃO PARA A DESPEITADA.
ELE SE PERDEU NOS CAMINHOS DAS ARÁBIAS PARA A BAHIA. ENTRETANTO, FICOU FELIZ POR TER INSISTIDO E PROPORCIONADO A DESPEITADA MAIS UMA VEZ MOSTRAR O SEU TALENTO NA MATURIDADE. CHEER.
terça-feira, outubro 14, 2008
RECORTE SOBRE RENASCIMENTO
RECORTE SOBRE O RENASCIMENTO
Luciano Freitas, artista plástico/ensamblagista
Out 2008
Em 1975 estive na Itália, com base em Roma, para dar seqüência a minha especialização em marketing e trade promotion, no ICE – Instituto Italiano para o Comercio Exterior. Naquela época, recém formado, economista de 1ª viagem, não imaginava que um dia estaria debruçado no estudo da História da Arte. Na Itália, grande cenário do Renascimento, provavelmente começou não intencionalmente a ser forjado o ensamblagista.
Lembro-me que visitei duomos, palácios, piazzas e museus. Florença, Siena, Assis, Orvieto, Pompéia, Florença, Pisa, Veneza, Milão, Ravena, Bologna..... Costumava dizer que a Itália era um museu a céu aberto. Afrescos, retábulos, Davis, Pietá, Giotto, tetos, pontos de fuga .... Depois de passados 30 anos, estou estudando e lendo sobre tudo isto, com um outro olhar. O olhar do artista ensamblagista.
Teto da Capela Sistina, projetada por Michelangelo
Neste recorte destaco as principais questões que caracterizam o período conhecido como Renascimento: humanismo, cidades X poder, arte, política, saberes diversos de suma importância para a transição entre a Idade Média e a Idade Moderna. Neste período, aparecem os avanços das artes com o surgimento de novas técnicas de pintura, escultura, surgimento da arte do retrato, dentre outros aspectos. As emoções do homem passam a ser abordadas no espaço pictórico. Os pintores, escultores ganharam o status de artistas e começaram a assinar os seus trabalhos.
O Renascimento destacou-se pelas amplas realizações culturais, do século XIV ao XVII. Artistas, filósofos, cientistas e governantes acreditavam que o caminho para a grandeza e o esclarecimento passava pelo estudo das épocas áureas dos antigos gregos e romanos. Rejeitavam o passado medieval. Inspirados pelo Humanismo, voltaram-se para as tradições literárias e filosóficas da Antiguidade greco-romana.
No Renascimento algumas cidades foram verdadeiras academias de arte - Roma, Florença, Siena, Assis, Veneza, Milão, dentre outras. Florença e Veneza comandavam o espetáculo de luz, formas e cores das artes no Renascimento.
A disputa de poder das grandes famílias, sobretudo em Florença, lideradas pelos Medicis, assim como as desavenças religiosas motivaram a ampliação dos conhecimentos, da arquitetura e artes, principalmente em Roma.
Durante o Renascimento a política, a igreja, a burguesia, os diversos conhecimentos da época e as artes muito contribuíram para que o mesmo se difundisse para todos os países da Europa, sobretudo na fase do Quattrocento, caracterizao por crise econômica e disputas políticas.
Fachada da Basílica de São Pedro, Roma O Juízo final, Michelangelo
Principais características das fases do Renascimento:
a) Trecento (século XIV)/ Proto Renascimento: Florença, Giotto, Dante Alighieri, Boccaccio e Petrarca, rompimento com o imobilismo e a hierarquia da pintura medieval e valorização do individualismo e dos detalhes humanos;
b) Quattrocento (século XV)/Primeira Renascença: península itálica, Masaccio, Mantegna, Botticelli, Leonardo da Vinci, Rafael e Michelangelo, inspiração greco-romana, racionalismo e experimentalismo;
c) Cinquecento (século XVI)/ Alta Renascença: Europa, Maneirismo e Barroco. Na literatura - Ludovico Ariosto, Torquato Tasso e Nicolau Maquiavel. Na pintura - Rafael e Michelangelo.
O homem vitruviano, da Vinci Monalisa – Leonardo da Vinci David de Michelangelo
O Renascimento deixou um grande legado, na medida em que interagiu com a arte, política, filosofia, mitologia, economia, arquitetura, religião dentre tantas manifestações dos saberes humanos. Giotto, Masaccio, Pisano, Rafael, Michelangelo, da Vinci, Botticelli, Fra Angélico, Tiziano.... Madonas, Santas ceias, Anjos, Anunciações, Cristos, Davis, retábulos, afrescos, tetos.....Capela Sistina, Mona Lisa.....o homem e suas emoções, mecenas, cortesãos, príncipes.....pintura X política, Igreja X cidades, queda de Roma, papas.... legado deixado pelo Renascimento para toda a humanidade.
Como já foi pontuado, o Renascimento proporcionou uma série de avanços nas artes, na arquitetura, nas ciências, filosofia, astronomia etc. Significou também a passagem do feudalismo para o capitalismo, levando no seu bojo todas as transformações sociais, econômicas, culturais, políticas e religiosas da época.
A Itália foi sem dúvida alguma o berço do Renascimento e a pintura sua maior expressão, devido aos grandes mestre e ícones do período renascentista. Durante o Quattrocento (século XV) , Leonardo da Vinci, Rafael e Michelangelo formavam o trio sagrado do Renascimento.
Em 1975, tive o privilégio de estar muito perto de tudo isto. O conhecimento adquirido como turista, agora é sistematizado e ampliado pelo artista e ganha consistência nas salas de aula da EBA/UFBA.
Todas as manifestações do Renascimento, sobretudo nas artes, se constituem em um legado e fonte de aprendizado perene para toda a humanidade.
No seu final, o Renascimento descamba para o Maneirismo, movimento que aponta para a arte da Idade Moderna e, na seqüência, para os diversos “ismos” da arte moderna.
Aqui me encontro enquanto artista/ensamblagista. Quando fiz minha primeira exposição individual em 2006, comentei ....sem conhecimento de artes plásticas apresento minhas ensamblagens... Em outra oportunidade registrei que era um artista autodidata.
Aldo Trípodi, em sua crítica sobre o meu trabalho afirmou: este é um artista que já nasce pronto. Os maneiristas acreditavam que “arte não se ensinava e não se aprendia o artista já nascia pronto”.
Concluindo, ensamblagem/colagem executada em 2007 a partir dos legados de “da Vinci e Marcel Duchamp”
Luciano Freitas, 2007
REFERÊNCIAS
Janson, H. W. História da Arte: Panorama das Artes Plásticas e da Arquitetura da Pré-história a atualização
Lisboa, 1973
Proença, Graça. História da Arte
Editora Ática, 17ª edição, 2008
Textos
O Homem, medida de todas as coisas – Os humanismos
As cidades e o poder – O caso de Florença
Política, criação intelectual e artística
s.a., s.e., s.d.
Eletrônica
Wikipédia, a enciclopédia livre
Luciano Freitas, artista plástico/ensamblagista
Out 2008
Em 1975 estive na Itália, com base em Roma, para dar seqüência a minha especialização em marketing e trade promotion, no ICE – Instituto Italiano para o Comercio Exterior. Naquela época, recém formado, economista de 1ª viagem, não imaginava que um dia estaria debruçado no estudo da História da Arte. Na Itália, grande cenário do Renascimento, provavelmente começou não intencionalmente a ser forjado o ensamblagista.
Lembro-me que visitei duomos, palácios, piazzas e museus. Florença, Siena, Assis, Orvieto, Pompéia, Florença, Pisa, Veneza, Milão, Ravena, Bologna..... Costumava dizer que a Itália era um museu a céu aberto. Afrescos, retábulos, Davis, Pietá, Giotto, tetos, pontos de fuga .... Depois de passados 30 anos, estou estudando e lendo sobre tudo isto, com um outro olhar. O olhar do artista ensamblagista.
Teto da Capela Sistina, projetada por Michelangelo
Neste recorte destaco as principais questões que caracterizam o período conhecido como Renascimento: humanismo, cidades X poder, arte, política, saberes diversos de suma importância para a transição entre a Idade Média e a Idade Moderna. Neste período, aparecem os avanços das artes com o surgimento de novas técnicas de pintura, escultura, surgimento da arte do retrato, dentre outros aspectos. As emoções do homem passam a ser abordadas no espaço pictórico. Os pintores, escultores ganharam o status de artistas e começaram a assinar os seus trabalhos.
O Renascimento destacou-se pelas amplas realizações culturais, do século XIV ao XVII. Artistas, filósofos, cientistas e governantes acreditavam que o caminho para a grandeza e o esclarecimento passava pelo estudo das épocas áureas dos antigos gregos e romanos. Rejeitavam o passado medieval. Inspirados pelo Humanismo, voltaram-se para as tradições literárias e filosóficas da Antiguidade greco-romana.
No Renascimento algumas cidades foram verdadeiras academias de arte - Roma, Florença, Siena, Assis, Veneza, Milão, dentre outras. Florença e Veneza comandavam o espetáculo de luz, formas e cores das artes no Renascimento.
A disputa de poder das grandes famílias, sobretudo em Florença, lideradas pelos Medicis, assim como as desavenças religiosas motivaram a ampliação dos conhecimentos, da arquitetura e artes, principalmente em Roma.
Durante o Renascimento a política, a igreja, a burguesia, os diversos conhecimentos da época e as artes muito contribuíram para que o mesmo se difundisse para todos os países da Europa, sobretudo na fase do Quattrocento, caracterizao por crise econômica e disputas políticas.
Fachada da Basílica de São Pedro, Roma O Juízo final, Michelangelo
Principais características das fases do Renascimento:
a) Trecento (século XIV)/ Proto Renascimento: Florença, Giotto, Dante Alighieri, Boccaccio e Petrarca, rompimento com o imobilismo e a hierarquia da pintura medieval e valorização do individualismo e dos detalhes humanos;
b) Quattrocento (século XV)/Primeira Renascença: península itálica, Masaccio, Mantegna, Botticelli, Leonardo da Vinci, Rafael e Michelangelo, inspiração greco-romana, racionalismo e experimentalismo;
c) Cinquecento (século XVI)/ Alta Renascença: Europa, Maneirismo e Barroco. Na literatura - Ludovico Ariosto, Torquato Tasso e Nicolau Maquiavel. Na pintura - Rafael e Michelangelo.
O homem vitruviano, da Vinci Monalisa – Leonardo da Vinci David de Michelangelo
O Renascimento deixou um grande legado, na medida em que interagiu com a arte, política, filosofia, mitologia, economia, arquitetura, religião dentre tantas manifestações dos saberes humanos. Giotto, Masaccio, Pisano, Rafael, Michelangelo, da Vinci, Botticelli, Fra Angélico, Tiziano.... Madonas, Santas ceias, Anjos, Anunciações, Cristos, Davis, retábulos, afrescos, tetos.....Capela Sistina, Mona Lisa.....o homem e suas emoções, mecenas, cortesãos, príncipes.....pintura X política, Igreja X cidades, queda de Roma, papas.... legado deixado pelo Renascimento para toda a humanidade.
Como já foi pontuado, o Renascimento proporcionou uma série de avanços nas artes, na arquitetura, nas ciências, filosofia, astronomia etc. Significou também a passagem do feudalismo para o capitalismo, levando no seu bojo todas as transformações sociais, econômicas, culturais, políticas e religiosas da época.
A Itália foi sem dúvida alguma o berço do Renascimento e a pintura sua maior expressão, devido aos grandes mestre e ícones do período renascentista. Durante o Quattrocento (século XV) , Leonardo da Vinci, Rafael e Michelangelo formavam o trio sagrado do Renascimento.
Em 1975, tive o privilégio de estar muito perto de tudo isto. O conhecimento adquirido como turista, agora é sistematizado e ampliado pelo artista e ganha consistência nas salas de aula da EBA/UFBA.
Todas as manifestações do Renascimento, sobretudo nas artes, se constituem em um legado e fonte de aprendizado perene para toda a humanidade.
No seu final, o Renascimento descamba para o Maneirismo, movimento que aponta para a arte da Idade Moderna e, na seqüência, para os diversos “ismos” da arte moderna.
Aqui me encontro enquanto artista/ensamblagista. Quando fiz minha primeira exposição individual em 2006, comentei ....sem conhecimento de artes plásticas apresento minhas ensamblagens... Em outra oportunidade registrei que era um artista autodidata.
Aldo Trípodi, em sua crítica sobre o meu trabalho afirmou: este é um artista que já nasce pronto. Os maneiristas acreditavam que “arte não se ensinava e não se aprendia o artista já nascia pronto”.
Concluindo, ensamblagem/colagem executada em 2007 a partir dos legados de “da Vinci e Marcel Duchamp”
Luciano Freitas, 2007
REFERÊNCIAS
Janson, H. W. História da Arte: Panorama das Artes Plásticas e da Arquitetura da Pré-história a atualização
Lisboa, 1973
Proença, Graça. História da Arte
Editora Ática, 17ª edição, 2008
Textos
O Homem, medida de todas as coisas – Os humanismos
As cidades e o poder – O caso de Florença
Política, criação intelectual e artística
s.a., s.e., s.d.
Eletrônica
Wikipédia, a enciclopédia livre
domingo, setembro 07, 2008
ENSAIO: DITIRAMBOS, PERFORMANCES&HAPPENINGS
DITIRAMBOS, PERFORMANCES&HAPPENINGS
Luciano Freitas, artista plástico/ensamblagista - setembro 2008
Coloco-me na posição de um artista autodidata na medida em que somente este ano busquei conhecimentos de artes plásticas e história da arte, ingressando no curso de graduação da Escola de Belas Artes/UFBA.
Iniciei em 2004, a criar ensamblagens/colagens, aceitas pelo público, críticos de arte, formadores de opinião e galeristas, o que me motivou a procurar a academia.
Aulas, leituras, novos colegas e conhecimentos! Os caminhos da história da arte são fascinantes, envolventes! E percorrendo estes caminhos desde a civilização egípcia até os movimentos de vanguarda do século XX me deparei com o ditirambo na mitologia grega.
Daí resolví compartilhar com os visitantes do meu blog o paralelo que pretendo traçar entre os ditirambos do deus Dionísio, e performances e happenings iniciados no século passado.
Então, vamos ao desafio!
Dionisio, Diónisos ou Dioniso (do grego Διώνυσος ou Διόνυσος), o deus do vinho, filho de Zeus e da princesa Semele, sendo o único deus filho de uma mortal, era o “primo” do deus romano Baco, cujos ritos deram origem às bacanais. Bacanal todo mundo saca.
Luciano Freitas, artista plástico/ensamblagista - setembro 2008
Coloco-me na posição de um artista autodidata na medida em que somente este ano busquei conhecimentos de artes plásticas e história da arte, ingressando no curso de graduação da Escola de Belas Artes/UFBA.
Iniciei em 2004, a criar ensamblagens/colagens, aceitas pelo público, críticos de arte, formadores de opinião e galeristas, o que me motivou a procurar a academia.
Aulas, leituras, novos colegas e conhecimentos! Os caminhos da história da arte são fascinantes, envolventes! E percorrendo estes caminhos desde a civilização egípcia até os movimentos de vanguarda do século XX me deparei com o ditirambo na mitologia grega.
Daí resolví compartilhar com os visitantes do meu blog o paralelo que pretendo traçar entre os ditirambos do deus Dionísio, e performances e happenings iniciados no século passado.
Então, vamos ao desafio!
Dionisio, Diónisos ou Dioniso (do grego Διώνυσος ou Διόνυσος), o deus do vinho, filho de Zeus e da princesa Semele, sendo o único deus filho de uma mortal, era o “primo” do deus romano Baco, cujos ritos deram origem às bacanais. Bacanal todo mundo saca.
Dionísio era o deus protetor do teatro. Em sua honra faziam-se ditirambos e festas dionisíacas, as quais tiveram grande influência nas atividades teatrais na Grécia Antiga.
Nas origens do teatro grego, o ditirambo era um coral que executava músicas de caráter apaixonado, alegre e/ou sombrio, constituído de uma parte narrativa, recitada pelo cantor principal (corifeu), e de outra propriamente coral, executada por personagens vestidos de faunos e sátiros considerados companheiros de Dionísio, em honra do qual se prestava essa homenagem ritualística. O ditirambo envolvia diversas linguagens: música, teatro, poesia....O corpo também era utilizado nestas manifestações dionisíacas. Além disto, os ditirambos, de Dionísio, segundo as várias lendas, histórias e cânticos do Olimpo, eram festas com muito vinho, lazer e prazer, sendo servido pelas bacantes (ou ménades), muito semelhantes às bacanais de Baco.
Dionísio é geralmente representado sob a forma de um jovem imberbe, risonho e festivo, de longa cabeleira loira, tendo, em uma das mãos, um cacho de uvas ou uma taça e, na outra, um dardo.
Vejamos as semelhanças entre os ditirambos do Olimpo com as performances&happenings do século XX.
Performance palavra da língua inglesa que significa ação, desempenho, foi incorporada a língua portuguesa e utilizada em diversas atividades: negócios, recursos humanos, cultura dentre outros.
Na minha área profissional – economia – podemos considerar um business game como performance. Os resultados atingidos por uma determinada economia também podem ser denominados de “performance da economia”.
Em termos de arte, por onde me entranho agora, as performance&happenings são atividades multidisciplinares utilizando diversas formas de expressões artísticas: dança, teatro, música, vídeo, cinema etc. O seu maior diferencial é que utilizam o corpo como tema e objeto da arte. Estas manifestações surgem no Século XX e ganham popularidade pela sensação de liberdade que contagiava os artistas e os espectadores, e a interação entre os mesmos. Um espécie de bacanal, concordam?
Estas manifestações foram componentes importantes de muitos movimentos vanguardistas do século XX, a exemplo do futurismo, do dadaísmo, do surrealismo, da arte conceitual, dentre outros.
Para artistas, historiadores e críticos de arte, professores e alunos de história das artes, a primeira referência à performance data de 1920, quando Marcel Duchamp, um dos principais artistas do Sec. XX, se deixa fotografar travestido em Rrose Sélavy.
Em New York, Jonh Cage foi um dos precursores dos happening, fazendo uma música considerada ready made, mesclando sons aleatórios, ruídos e até o silêncio. Suas manifestações continham a arte de Rauschenberg, a poesia de Olsen, o teatro de David Tudor e a dança de Cunningham.
Nos anos 70, entra em cena o Grupo Fluxus constituído por várias atividades, linguagens, disciplinas, nacionalidades, gêneros e profissões. Os seus integrantes eram considerados ativistas anárquicos, como foram os futuristas e dadaístas, além de radicais utópicos como foram os construtivistas russos. As atividades deste grupo se espalharam pela Europa, Japão. No Brasil, surgiu como Grupo Rex, em São Paulo
Numa linguagem de arte contemporânea, os ditirambos da mitologia grega, mesclando também teatro, música e dança, assim como utilizando o corpo dos faunos e sátiros, poderiam ser considerados as performances&happenings do Olimpo.
Assim como Dionísio promoveu o teatro na grécia Antiga, poderemos dizer que o seus congêneres no Sec. XX foram Jonh Cage, Rauschenberg e Cunningham, dentre outros, na medida em que se constituiram nos precursores de muitos movimentos da arte de vanguarda.
Importante referência é Marcel Duchamp verdadeira espinha dorsal dos muitos movimentos da arte de vanguarda com um viés boêmio na sua vida, tendo muitas amantes, exímio jogador de xadrez, e sendo visto por muitos como um anarquista devido ás suas atitudes revolucionárias nas artes. Não se parece com Dionisio e Baco?
Tanto o deus Dionísio como os artistas citados foram de suma importância para o desenvolvimento das artes nas épocas em que exerceram suas influências.
Que saudade dos anos 70!!!! Cadê os bacanais de outrora? Onde estão os grandes movimentos/nomes da arte contemporânea de hoje?
DEUSES DO OLIMPO
Os principais e mais conhecidos deuses olímpicos estão listados a seguir e, integram o conjunto de mitos, lendas e entidades divinas e/ou fantásticas, (deuses, semideuses e heróis) presentes na mitologia grega:
Zeus, deus dos deuses, do céu e da terra, senhor do Olimpo;
Hera, esposa de Zeus, deusa dos deuses, protetora do casamento;
Poseídon, deus dos oceanos e mares;
Hades, deus do mundo dos mortos;
Atena, deusa da guerra justa, da justiça, da sabedoria;
Apolo, deus do Sol, das artes e das profecias;
Ártemis, deusa da lua e da caça;
Afrodite, deusa do amor e da beleza;
Ares, deus da guerra;
Hefesto, deus do fogo e da metalurgia;
Hermes, o mensageiro de Zeus, protetor dos ladrões e comerciantes
REFERÊNCIAS
José Mário Peixoto Santos - Os Artistas Plásticos e a Performance na Cidade de Salvador:Um Percurso Histórico-performático –
Ufba/Eba/Mestrado, 2007
Amy Dempsey – Estilos, Escolas e Movimentos / Guia Enciclopédico da Arte Moderna
Cosacnaify, 2ª impressão, 2005
Eletrônicas
www.nodo50.org/lafelguera/Fluxus
Wikipédia, a enciclopédia livre
terça-feira, setembro 02, 2008
Mixed Midia - Explorações Contemporâneas
Novo investimento que faço nas artes plásticas a partir deste mês. No curso de graduação em belas Artes continuo cursando a disciplina História da Arte II.
Desta vez, trata-se de um curso de extensão na UFBA/EBA que utilizando alguns temas e práticas da arte de nosso tempo, possibilita ao artista participante desenvolver o aspecto expressivo do seu trabalho na busca de uma linguagem própria.
Trabalhando diversas midias - desenho, pintura, colagem, objetos encontrados, fotografias, elementos tridimensionais - o curso permitirá a experimentação das mais diversas possibilidades criativas jogando com dimensões, texturas, apropriações, cores e formas.
Creio ser uma excelente oportunidade para um up grade no meu trabalho, já que de forma autodidata venho utilizando estas e outras midias na criação das minhas ensamblagens.
Valécia Ribeiro, artista visual será a instrutora. A coordenação é de Edgard Oliva.
Desta vez, trata-se de um curso de extensão na UFBA/EBA que utilizando alguns temas e práticas da arte de nosso tempo, possibilita ao artista participante desenvolver o aspecto expressivo do seu trabalho na busca de uma linguagem própria.
Trabalhando diversas midias - desenho, pintura, colagem, objetos encontrados, fotografias, elementos tridimensionais - o curso permitirá a experimentação das mais diversas possibilidades criativas jogando com dimensões, texturas, apropriações, cores e formas.
Creio ser uma excelente oportunidade para um up grade no meu trabalho, já que de forma autodidata venho utilizando estas e outras midias na criação das minhas ensamblagens.
Valécia Ribeiro, artista visual será a instrutora. A coordenação é de Edgard Oliva.
segunda-feira, agosto 25, 2008
quarta-feira, agosto 20, 2008
BIENAL
Trata-se de uma música de Zeca Baleiro e Zé Ramalho, cuja letra aborda o desdobramento das artes plásticas partir do Século XX. As minhas ensamblagens têm tudo a ver com a letra desta música devido aos materiais utilizados e contemporaneidade dos meus trabalhos.
BIENAL - Zeca Baleiro / Zé Ramalho
Desmaterializando a obra de arte do fim do milênioFaço um quadro com moléculas de hidrogênioFios de pentelho de um velho armênioCuspe de mosca, pão dormido, asa de barata tortaMeu conceito parece, à primeira vista,Um barrococó figurativo neo-expressionistaCom pitadas de arte nouveau pós-surrealistacalcado da revalorização da natureza mortaMinha mãe certa vez disse-me um dia,Vendo minha obra exposta na galeria,"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jiaE muito mais feio que um hipopótamo insone"Pra entender um trabalho tão modernoÉ preciso ler o segundo caderno,Calcular o produto bruto interno,Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,Rodopiando na fúria do ciclone,Reinvento o céu e o infernoMinha mãe não entendeu o subtextoDa arte desmaterializada no presente contextoReciclando o lixo lá do cestoChego a um resultado estético bacanaCom a graça de Deus e BasquiatNova York, me espere que eu vou jáPicharei com dendê de vatapáUma psicodélica baianaMisturarei anáguas de viúvaCom tampinhas de pepsi e fanta uvaUm penico com água da última chuva,Ampolas de injeção de penicilinaDesmaterializando a matériaCom a arte pulsando na artériaBoto fogo no gelo da SibériaFaço até cair neve em Teresina Com o clarão do raio da silibrina Desintegro o poder da bactériaoCom o clarão do raio da silibrina Desintegro o poder da bactéria
Desmaterializando a obra de arte do fim do milênioFaço um quadro com moléculas de hidrogênioFios de pentelho de um velho armênioCuspe de mosca, pão dormido, asa de barata tortaMeu conceito parece, à primeira vista,Um barrococó figurativo neo-expressionistaCom pitadas de arte nouveau pós-surrealistacalcado da revalorização da natureza mortaMinha mãe certa vez disse-me um dia,Vendo minha obra exposta na galeria,"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jiaE muito mais feio que um hipopótamo insone"Pra entender um trabalho tão modernoÉ preciso ler o segundo caderno,Calcular o produto bruto interno,Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,Rodopiando na fúria do ciclone,Reinvento o céu e o infernoMinha mãe não entendeu o subtextoDa arte desmaterializada no presente contextoReciclando o lixo lá do cestoChego a um resultado estético bacanaCom a graça de Deus e BasquiatNova York, me espere que eu vou jáPicharei com dendê de vatapáUma psicodélica baianaMisturarei anáguas de viúvaCom tampinhas de pepsi e fanta uvaUm penico com água da última chuva,Ampolas de injeção de penicilinaDesmaterializando a matériaCom a arte pulsando na artériaBoto fogo no gelo da SibériaFaço até cair neve em Teresina Com o clarão do raio da silibrina Desintegro o poder da bactériaoCom o clarão do raio da silibrina Desintegro o poder da bactéria
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