segunda-feira, setembro 28, 2009

DOCE DE SANTO

A exposição coletiva Doce de Santo, realizada em Junho na Galeria do ACBEU está sendo repicada na Galeria Canizares e, em outubro acontecerá em Feira de Santana apartir do dia 8.

Trata-se de um projeto de Luis Cláudio Campos e José Henrique, privilegiando 365 artistas, inclusive eu, com a temática da dualidade.

Vale conferir.

sábado, setembro 19, 2009

Ed, o tal ...... Artes Plásticas

Conforma anunciei recetemente fui selecionado para expor no projeto Ed, o tal...., do Teatro XVIII, na categoria de artes plásticas.

Abaixo a agenda das exposições e respectivos artistas contemplados.

Mitos e Crendices da Bahia
Luciano Freitas
30 de outubro de 2009

"Sem título"
Artur Rios
27 de novembro de 2009

Divas e Pin-ups
Mário Brito e Alessandra Menezes
05 de março de 2010

Sereforma
Ângela Myuki
02 de abril de 2010

Recicle-se
Rosana Almeida e Francine Peroliv
30 de abril de 2010

segunda-feira, setembro 14, 2009

ED, o tal

.... notícia recém saida do forno....

O projeto "Ed, O tal...." do Teatro XVIII contempla diversas manifestações artisticas - dança, teatro, música e artes plásticas - e será realizado a partir de out deste ano.
Fiz minha inscrição na categoria de artes plásticas propondo uma solo exhibition em out ou nov 2009, intitulada " Mitos e Crendices da Bahia", utilizando a técnica de ensamblagem.Posteriormente seguirá o convite.

Fico feliz por poder compartir mais este goal com minha família, colegas de trabalho e amigos mis.

quinta-feira, setembro 10, 2009

SITE UP TO DATE

Em função de diversas atividades realizadas nestes três últimos anos (exposições, academia, leituras, viagens, novas amizades) permitindo a
minha inserção cada vez maior no segmento das artes plásticas, decidi
fazer um up grade no meu site para mostrar o que tem acontecido em
termos das minhas vivência e produção artísticas.

Com a intenção de compartir o meu fazer artístico convido a
visitar o site, destacando a galeria, o blog com fotos de ensamblagens que não estão na galeria, o currículo, ensaios.....

No final, um formulário para contato que poderá ser usado para expressar sua opinião, fazer sugestões, participar.

Esta é a idéia.

UFBA 2009.2

Neste semestre continuo buscando um maior aprendizado em artes plásticas, cursando:

EBA/UFBA, 2009.2 – Matrícula Especial / Disciplina: cursando Teoria e Prática da Pintura - Prof. Luiz Cláudio Campos
EBA/IHAC, 2009.2 – Aluno convidado / Disciplina: Teorias Especiais em Artes Cênicas- Arte, Cultura e Contemporaneidade - Prof. Sérgio Farias

OBJETO: ENFERRU-XOTOU




FEITO A PARTIR DE RESTOS DE MADEIRA DE CASCOS E FERRAGENS DE BARCOS EM ITACARÉ, AGOSTO 2009

OBJETO: OVOS DUROS FRITOS


AGOSTO 2009

EX-VOTOS: OBRIGADA, ADOREI CADA CENTÍMETRO


AGOSTO 2009

UNIVERSAL MA-FÉ-OSA


OBJETO, agosto 2009

CONDOM-ILHO


MINHA PRIMEIRA INSTALAÇÃO, AGOSTO 2009

CONDOM-ILHO

terça-feira, julho 14, 2009

POEMA DADA

Tristan Tzara, pseudônimo de um poeta romeno, um dos líderes do movimento dadaista, criou a seguinte receita para a elaboração de poemas ddaistas:

- recorte diversas palavras de jornal
- coloque-as num saco
- retire as mesmas do saco e vá escrevendo numa folha de papel na ordem da retirada
- leia, releia
- eis seu primeiro poema dadaista.

Abaixo, o meu primeiro poema dadá de 14/07/2009.

PROPOSTA / PAINEL

SR. REDATOR:

TEMPO
MAU EXEMPLO
FELIZ BÊBADO

MORTE PAÍS MUNDO
LIDERANÇA, ESPERANÇA

NAS MÃOS, ESCRAVO
DEMOCRACIA, FILHO NOS BRAÇOS

PROBLEMA? MILHÕES SANTOS FORTES

DEMAGOGIA GAROTA!!!

sábado, maio 30, 2009

EXPOSIÇÃO DOCE DE SANTO





GALERIA DO TEATRO ACBEU
ABERTURA 05/06/2009 – 19 HORAS

Trata-se de uma exposição coletiva integrante do projeto sobre cultura popular que aborda a visão de cada artista participante sobre o duplo, com coordenação e curadoria dos artistas plásticos Luiz Cláudio Campos e José Henrique Barreto.
.
Inicialmente foi tomada como referência a dupla de santos "Cosme e Damião" (dois-dois, mabaços, gêmeos, dupla, par.... etc.), já que os mesmos tem estreita relação com doces e guloseimas distribuídos à época da sua festa, fazendo uma releitura de um mito baiano: "uma igreja para cada dia, um santo para cada igreja e um artista para cada dia".

Os trabalhos dos artistas participantes serão apresentados em formato de compotas de doces, chamando a atenção para a necessidade de conservação e perpetuação da cultura popular.

Vale ressaltar que o projeto foi ampliado, para além da referência dos santos mabaços, porém mantendo a poética visual de cada participante sobre a dualidade.

A colagem que apresento na exposição é denominada “desigual” abordando o tema da sexualidade, com o propósito de sinalizar o direito de escolha de cada individuo, mesmo considerando que já estamos no século XXI.

Vale conferir!

quinta-feira, maio 28, 2009

M~ES DE MAIO, DAS MÃES

Mês de maio, das mães.

No meu repouso prostático fiz a ensamblagem:
Niva presentes, um brechó com ala de importados e ala de produtos da
terra.

Vejam foto abaixo.

MAIO DAS MÃES

terça-feira, maio 12, 2009

É PRECISO TENTAR, A VIDA AINDA NÃO ACABOU!

É PRECISO TENTAR, A VIDA AINDA NÃO ACABOU!

Provavelmente no momento em que Cage, Rauchenberger, Cunnigham e muitos outros redefiniam o papel das expressões artísticas no século XX com performances, happenings, .... num mix de todas as manifestações da arte: música, teatro, poesia, artes visuais......, em um lugar bem distante de New York, porém não menos famoso devido a Jorge Amado e sua inesquecível Gabriela, um garoto tímido, franzino iniciava-se no teatro.

As primeiras experiências foram no Ginásio Municipal de Ilhéus. Na peça Chapeuzinho Vermelho, ele era o caçador que entrava em cena com uma espingarda disparando um tiro. Nada mais que isto. Numa outra vez com outro colega fez um dueto cantando uma música em italiano.

A principal experiência foi encenar “A bruxinha que era boa” de Maria Clara Machado, na qual teve um papel de destaque com o personagem “ Pedrinho’. Auditório lotado na estréia!

Na seqüencia, o garoto foi convidado para fazer novela no rádio. Muito comum naquela época. Os pais não consentiram.

Mas o garoto gostou da experiência e começou a dirigir peças com irmãos, primos, colegas da escola e da rua. Encenava suas peças (naquela época dramas) em quintais, varandas e outros lugares não muito apropriadas. E tinha platéia, sim!

Entretanto, a maior ousadia foi encenar uma peça tendo como palco uma mesa de ping-pong. Pode crer! Em cima da mesa a peça se desenrolou.

Não seria naquele momento, mesmo inconsciente e sem conhecimentos, uma sacada do que acontecia em New York, Berlin e mundo afora?

Depois disto, o artista que mal acabava de nascer, morre ou foi morto por si mesmo, pela ignorância da família e/ou crueldade da comunidade! O garoto não foi protegido pelo “São Jorge dos Ilhéus”, outro romance de Jorge Amado.

A vida seguiu seu curso igual ao de todas as pessoas comuns. Escola, universidade, diploma, anel de formatura, emprego, casamento, filhos e coisas que tais.

Mas, aquela alma artista angustiada por circunstâncias da vida ficou dividida entre Marx e Freud, dois grandes ícones. O primeiro garantiu o sustento da vida e da família, o segundo lhe monitora até hoje.

O artista fez fotografia. Nos momentos de crise escrevia/escreve o que denomina “psico-asneira’. O garoto sempre foi “arteiro”.

Na apresentação do seu site, Maria Sampaio amiga, irmã, comadre, mabaça bivitelina, declarou: “depois de cumprir gloriosamente o seu lado economista, educar suas meninas, deixou que sua arte estuporasse pelos sete buracos da sua cabeça em forma de ensamblagem”.

O artista chegou a terceira idade e costuma dizer que se não estivesse ensamblando estaria atirando pedras em vidraças. Mesmo considerando que correu mundo e viu que as coisas poderiam ter sido diferentes, ou até porque viu. Vá saber!

Evidentemente que estou falando de mim. Já deu para notar, né?

Recentemente lembrei-me da peça encenada em cima da mesa de ping-pong e, cheguei a conclusão que naquele momento nasceu e morreu um artista, talvez com as características dos artistas que fizeram a diferença no século XX.

Concluindo, creio que introduzi mais uma pergunta sem resposta para minha tumultuada existência. Porque deixei aquele artista morrer tão cedo?

O artista tenta ressuscitar, ensambla cacos, experiências passadas, vivências mis e outras coisas mais. E segue, mesmo sem respostas para tudo, sem saber se já não é muito tarde para correr atrás do prejuízo. MAS É PRECISO TENTAR, A VIDA AINDA NÃO ACABOU!

Luciano Freitas
Itacaré, 2/5/2009

segunda-feira, abril 13, 2009

Coluna de Aldo Tripodi - www.noticiacapital.com.br




Dom, 12 de Abril de 2009 13:59

Luciano Freitas, artista plástico/ensamblagista, fez uma ensaio para uma disciplina que cumpre no mestrado da EBA/ UFBa, de tão tão interessante fiz um recorte que mostro a seguir “Iniciei em 2004, a criar ensamblagens/colagens, aceitas pelo público, críticos de arte, formadores de opinião e galeristas, o que me motivou a procurar a academia. Aulas, leituras, novos colegas e conhecimentos! Os caminhos da história da arte são fascinantes, envolventes! E percorrendo estes caminhos desde a civilização egípcia até os movimentos de vanguarda do século XX me deparei com o ditirambo na mitologia grega. Daí resolvi compartilhar o paralelo que pretendo traçar entre os ditirambos do deus Dionísio, e performances e happenings iniciados no século passado. Então, vamos ao desafio!

Dionisio, Diónisos ou Dioniso, o deus do vinho, filho de Zeus e da princesa Semele, sendo o único deus filho de uma mortal, era o “primo” do deus romano Baco, cujos ritos deram origem às bacanais. Bacanal todo mundo saca. Dionísio era o deus protetor do teatro. Em sua honra faziam-se ditirambos e festas dionisíacas, as quais tiveram grande influência nas atividades teatrais na Grécia Antiga. Nas origens do teatro grego, o ditirambo era um coral que executava músicas de caráter apaixonado, alegre e/ou sombrio, constituído de uma parte narrativa, recitada pelo cantor principal (corifeu), e de outra propriamente coral, executada por personagens vestidos de faunos e sátiros considerados companheiros de Dionísio, em honra do qual se prestava essa homenagem ritualística. O ditirambo envolvia diversas linguagens: música, teatro, poesia....O corpo também era utilizado nestas manifestações dionisíacas. Além disto, os ditirambos, de Dionísio, segundo as várias lendas, histórias e cânticos do Olimpo, eram festas com muito vinho, lazer e prazer, sendo servido pelas bacantes (ou ménades), muito semelhantes às bacanais de Baco.

Dionísio é geralmente representado sob a forma de um jovem imberbe, risonho e festivo, de longa cabeleira loira, tendo, em uma das mãos, um cacho de uvas ou uma taça e, na outra, um dardo. Vejamos as semelhanças entre os ditirambos do Olimpo com as performances&happenings do século XX. Performance palavra da língua inglesa que significa ação, desempenho, foi incorporada a língua portuguesa e utilizada em diversas atividades: negócios, recursos humanos, cultura dentre outros.

Na minha área profissional – economia – podemos considerar um business game como performance. Os resultados atingidos por uma determinada economia também podem ser denominados de “performance da economia”.

Em termos de arte, por onde me entranho agora, as performance&happenings são atividades multidisciplinares utilizando diversas formas de expressões artísticas: dança, teatro, música, vídeo, cinema etc. O seu maior diferencial é que utilizam o corpo como tema e objeto da arte. Estas manifestações surgem no Século XX e ganham popularidade pela sensação de liberdade que contagiava os artistas e os espectadores, e a interação entre os mesmos. Um espécie de bacanal, concordam?

Estas manifestações foram componentes importantes de muitos movimentos vanguardistas do século XX, a exemplo do futurismo, do dadaísmo, do surrealismo, da arte conceitual, dentre outros”. Numa linguagem de arte contemporânea, os ditirambos da mitologia grega, mesclando também teatro, música e dança, assim como utilizando o corpo dos faunos e sátiros, poderiam ser considerados as performances&happenings do Olimpo. Assim como Dionísio promoveu o teatro na grécia Antiga, poderemos dizer que o seus congêneres no Sec. XX foram Jonh Cage, Rauschenberg e Cunningham, dentre outros, na medida em que se constituiram nos precursores de muitos movimentos da arte de vanguarda. Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. ' ); //-->">




segunda-feira, março 30, 2009

O GRITO

O GRITO
Luciano Freitas, 30/03/2009

Silêncio/Desprezo
Qual contem o que?
Ou vice versa.

Silêncio ausência do som, do barulho, da algazarra.....
Algazarra ou alga rara ou garra rara.....

Desprezo o silêncio da palavra.
Ausência da presença, da emoção, do sentimento....
Sentimentos ou momentos. Cada um tem os seus.

Silêncio/desprezo.
Desaguam no nada.
Nada no sentir, nada no ouvir, nada no falar .....

Daí, nadar para que? ...... Morrer no vazio.

Para que uns chorem.
Outros orem.
Muitos digam "já vai tarde".

Como de praxe. Amém. - se.

O GRITO DE MUNCH


Esta tela do norueguês Edvard Munch, datada de 1893, representa uma figura andrógina num momento de profunda angústia e desespero existencial, sendo considerada uma das obras mais importantes do movimento expressionista. Um ícone da pintura.

Impossível não reagir a figura em seu momento de dor. A imagem em primeiro plano sem traços definidos de raça ou sexo, contorcida, tem também o fundo distorcido. Cores quentes em contraste com cores complementares, ampliam a dramaticidade da tela. Seus amigos, indiferentes ao que ele estava passando. Quantas vezes estamos ao lado de alguém sem sequer nos darmos conta do desespero e angustia daquela pessoa!